











Vila Nova de Poiares é uma vila portuguesa, localizada no Distrito de Coimbra, Região Centro e subregião do Pinhal Interior Norte, com cerca de 3 800 habitantes.
É sede de um município (classificado como concelho de 3.ª ordem) com 83,82 km² de área e 7 061 habitantes (Censos 2001), subdividido em 4 freguesias.
Vila Nova de Poiares é uma vila de fundação recente, uma vez que apenas a 17 de Agosto de 1905 as povoações de Santo Andre de Poyares e Aldeia Nova viram o seu nome alterado para Vila Nova de Poiares, recebendo os foros de Vila nessa ocasião.
Capela de Nossa Senhora das Necessidades
Capela de Santo António (São Miguel de Poiares)
Dólmen de São Pedro Dias
Igreja Matriz de Santa Maria da Arrifana
Igreja Matriz de São José das Lavegadas
Igreja Matriz de São Miguel de Poiares
Igreja Matriz de Vila Nova de Poiares
Monumento "O Cristo"
Paços do Concelho de Vila Nova de Poiares
Ponte de Mucela
Vila Nova de Poiares é um dos 17 concelhos do distrito de Coimbra e compreende quatro freguesias: Poiares (Sto. André), Arrifana, São Miguel de Poiares e Lavegadas. A distância da sede de concelho a Coimbra (sede de distrito) é de 27 Km, tendo como principais acessos a Estrada da Beira (EN 17) e o IP 3 (Itinerário Principal que liga, entre outras localidades, as cidades de Coimbra e Viseu). Com apenas cerca de cem quilómetros quadrados, 7061 habitantes e 3438 edifícios (Censos 2001), Vila Nova de Poiares situa-se no centro do distrito, sendo confrontado a norte pelo concelho de Penacova, a este pelos concelhos de Arganil e Góis, a sul pelos concelhos de Lousã e Miranda do Corvo e a oeste pelo concelho de Coimbra. O concelho do Pinhal Interior Norte é constituído por um vale rodeado pelas serras da Lousã, Bidueiro, São Pedro Dias (estendendo-se apenas um pouco além desta) e Carvalho e, nas suas fronteiras noroeste e nordeste, é banhado pelos rios Mondego e Alva, respectivamente. Esta situação geográfica ímpar determina um clima igualmente único com frequentes nevoeiros, chuvas e temperaturas relativamente baixas no Inverno, contrastando com as temperaturas veraneantes, por vezes, muito altas.
Concelho de Vila Nova de Poiares
Com uma paisagem verdejante, recantos aprazíveis e integrado num espaço privilegiado situa-se o concelho de Vila Nova de Poiares. Geograficamente ocupa o espaço compreendido entre as serras do Carvalho, São Pedro Dias e Magarrufe assim como os rios Alva e Mondego. É constituído por quatro freguesias: Poiares (Santo André); São Miguel de Poiares; Arrifana e Lavegadas.
O Concelho de Vila Nova de Poiares nasceu em 1836, mas dezanove anos volvidos em 1855, no reinado de D. Pedro V, são a Poiares retirados alguns dos seus territórios sendo integrados em concelhos limítrofes. Depois de dois suprimentos, em 1866 e em 1895, é o concelho restaurado definitivamente a 13 de Janeiro de 1898, data em que hoje se comemora o feriado municipal. Em 1905 o rei D. Carlos eleva Santo André de Poiares à categoria de Vila e o concelho obtém o seu brasão concelhio em 1938.
Durante vários séculos, a população deste aglomerado que agora constitui o concelho centrou as suas actividades económicas no sector primário, particularmente na agricultura e na silvicultura. No entanto, hoje esta actividade assume, essencialmente, um carácter de subsistência. O sector secundário encontra-se actualmente bem desenvolvido. Dois modernos Parques Industriais, com várias dezenas de hectares, concentram diversas unidades e variadas indústrias. Os serviços e o comércio assumem também um importante papel no desenvolvimento e crescimento do concelho, sendo que o sector terciário esteve sempre bem representado ao nível do comércio, favorecido pelas importantes vias de comunicação que atravessavam o concelho.
O Artesanato é também desde sempre uma actividade característica deste concelho. Artefactos de madeira de salgueiro branco e de choupo. Cestaria e canastraria; olaria em barro preto; artefactos em pedra, como mós para moagem e decoração. A tecelagem, a cordoaria voltada para a realização de Ceiras e Capachos. Este artesanato poderá ser observado no Centro Difusor de Artesanato, a funcionar no edifício ADIP, em São Miguel de Poiares. Também anualmente, no 2.º Fim de Semana de Setembro, a Câmara Municipal promove a POIARTES – Feira Nacional de Artesanato, com o objectivo de divulgar as riquezas do concelho, afirmando-se como verdadeira Capital Nacional do Artesanato.
Nas últimas décadas o concelho tem crescido de forma assinalável, muito acima dos níveis médios e assume-se como parceiro imprescindível de uma região nobre do país, Vila Nova de Poiares é um concelho; «Jardim no Pinhal Interior».
Vila Nova de Poiares
Entre as Serras do Carvalho, Soutelo, Atalhada e Bidueiro, as terras de Poiares conhecem a frescura das águas do Mondego, do Alva e do Ceira. São linhas azuis que sulcam terras e marcam a paisagem com galerias de árvores frondosas que escondem o cantar de muita passarada. No Verão são frescas e sulcadas por gente alegre que em canoas coloridas descobre a mansidão dos meandros, aprende nome de pássaros e admira o perfil estático dos muitos pescadores que conhecem o lugar dos bons pesqueiros e sabem, pelo saltitar da bóia, os barbos, as bogas ou as trutas que são "enganados" pelo anzol. Mas é o grés de grão fino, a argila, os Castanheiros, os Salgueiros e as Mimosas que dão a Vila Nova de Poiares a sua tão distinta personalidade: os cestos de castanho e mimosa saem das mãos de sábios artesãos que sabem, por herança, como dominar as madeiras e perpetuam para a história a utilização dada a muitas peças. Os cestos tinham distintas funções e logo distintos segredos. Pequenas nuances na forma tornavam-nos aptos a transportar sal. Mas havia também os de carrego. E até os de água!...Na Ervideira ou nos Casais lá continuam filas de cestos á nossa espera. Em Olho Marinho é a cozedura final que torna os barros pretos. Negro, da cor do fumo que penetra nos poros do barro forte que nesta fase, já adquiriu forma e desfilará fumegante em muitas mesas. São caçoilos e não há chanfana que se preze, que lhes possa escapar.Na Ervideira há, como nos muito antigos gineceus, mulheres pacientes e sábias que, com um canivete, dão forma à madeira de Salgueiro. É um trabalho minucioso, inspirado num universo feminino: rocas, fusos, sarilhos ou dobadoiras. Há também barcos, árvores, mesas, palmeiras ou palitos de pá e pestana que dizem ter sido uma invenção das Monjas do Lorvão. É aliás em documentos do Mosteiro do Lorvão que sabemos que desde meados do Século IX as terras de Poiares eram habitadas.
Antigo é também o culto a Nossa Senhora das Necessidades. A sua capela junto à Risca Silva continua a ser local de devoção. E como sempre há grande arraial e fogo de artíficio na véspera. No segundo fim-de-semana de Agosto não há quem não cumpra promessas, e não renove a sua fé na Senhora.
